Eu sou...

A minha fotografia
...ser sujo, gasto e cansado, lunático e sonhador, que vive equilibrado entre a felicidade e a dor, como qualquer outro alguém, como qualquer outra pessoa que não a minha. Perfeito à minha maneira, fragmentado em letras que formam palavras que formam frases e que tornam tudo tão mais interessante e incrível. Sou apenas "Eu"...
Ó noite onde as estrelas mentem luz,
ó noite, única coisa do tamanho do universo,
torna-me, corpo e alma,
parte do teu corpo,
que eu me perca em ser mera treva e me torne noite também,
sem sonhos que sejam estrelas em mim,
nem sol esperado que ilumine do futuro.

by Fernando Pessoa

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Viagem

Abdiquei dos meus sonhos para encontrar a glória. Parti confiante, com a esperança de o conseguir. Ao longo do caminho fui pedindo informações que me eram dadas de forma incerta. "Mais à esquerda", "Vire à direita", "Já passou!!", e "Não sei onde fica...", foram algumas das frases que ouvi. Não encontrei.

Parti, então, em busca da esperança. A mesma história se repetiu. Abdiquei da glória e da esperança em prol da felicidade. Sem sucesso. Nem a propósito, procurei pelo sucesso, mas não tinha o trabalho. Procurei o trabalho, desisti do sucesso. Quase encontrei o trabalho, mas faltou-me o desejo, dizem. Parecia estar a andar em círculos quando sábias palavras me ditaram o destino. E parti em busca deste, mas tudo não passou de uma grande ilusão. Até este ponto, nada tinha encontrado. Parei. Reflecti. Não valia a pena tanto sacrifício, para chegar a lado nenhum.

Foi então que me lembrei da minha viagem até este preciso ponto. Em bom tempo o fiz, pois descobri que só com trabalho e sacrifício poderia moldar o meu destino, se mantivesse o desejo e a esperança de atingir o sucesso. Alcancei o expoente máximo da felicidade e conquistei a glória. Afinal de contas, tinha acabado de realizar todos os meus sonhos.

Oxalá, na realidade fosse tudo assim tão simples.

Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Hum...

Não, não, não e não. Não me apetece.

Ponto final parágrafo!

Domingo, 26 de Dezembro de 2010

Quem é quem

Hoje, dia 26 de Dezembro, vou dizer algo que já devia ter dito à muito tempo atrás.

Estava eu no Hi5, essa rede social que aos poucos vai "morrendo" graças a outra rede social mais simples, mas...melhor; o Facebbok. Bem, voltando à narração em si. Estava eu no Hi5 a ler uns comentários entre a minha pessoa e uma outra até que parei num comentário. Esse comentário foi dos textos mais brutais que alguma vez li sobre a minha pessoa. É certo e sabido, que palavras, leva-as o vento, mas aquelas palavras eram diferentes. Aquilo que alguns fazem por mostrar todos os dias enquanto meus amigos, aquela outra pessoa descreveu exactamente aquilo que eu lhe dava e a maneira como me via. Tendo em conta a idade, podia-se esperar algo dentro daquele género, mas nunca tão "perfeito". Essas palavras, foram respondidas, em parte, com a minha frieza, mas carregadas de emoções. Sim, eu expressei-as. Talvez mal, talvez como sempre, mas fi-lo. Afinal de contas, a outra pessoa merecia-o.

Depois disso, muitos dias passaram, ou como também gosto de dizer, muitas luas passaram; consequentemente, muita coisa aconteceu. O pior estava para vir.

Podia ter aproveitado certos erros de outra pessoa para ganhar crédito junto de outras, mas não o fiz. Não faz parte do meu feitio falar sem ouvir as duas partes, muito menos de arranjar confusões quando alguém se revela tão falso ao ponto de dizer que estava farto de aturar certa pessoa, mas sempre que a vê é uma festa e são os melhores amigos do mundo. Porém, dias mais tarde, enquanto estava no café tranquilamente na conversa, inconscientemente falei de coisas que não devia para quem não devia, mas de uma coisa tenho a certeza. Não falei com certezas, falei com dúvidas. Falei e errei. Após tomar consciência do que tinha feito, ainda tentei impedir o pior pedindo para que aquela conversa morresse ali e que ninguém contasse nada, inclusive, que se esquecesse que aquilo foi dito. Antes tivesse ficado calado.

Errei, afirmo-o de peito aberto, e humildemente peço desculpas às pessoas envolvidas. Esse erro custou-me uma amizade que hoje só posso recordar. Esse erro mostrou-me, também, em quem não posso confiar. Perdi e aprendi.

Questiono-me. O que aconteceria se eu contasse o que me contaram? Se eu tivesse feito jogo duplo, agido contra a minha maneira de ser só para desmascarar uma única pessoa, sabendo que poderia vir a ter meio-mundo atrás de mim? Sim, porque há pessoas com as costas quentes, ao contrário de mim. Pessoas sem escrúpulos que fazem tudo só para parecerem importantes.

Eu quero ser importante, mas, como lia no comentário que originou este texto, por ter um sorriso na cara mesmo quando estou mal, por ser alguém que está sempre perto dos amigos nos bons e maus momentos, por ser alguém que luta contra tudo só para que os outros tenham um sorriso na cara, por alguém em quem se pode confiar, por alguém que dá conselhos a troco de nada, por alguém que abre os olhos aos outros só para o bem deles. Não quero ser importante na vida de A só porque falei mal de B. Eu não sou assim. Não sou cínico a esse ponto. Não sou cínico ao ponto de desprezar aqueles de quem gosto. Isso sim, é ser cínico. Mentiroso? Nunca menti em relação a sentimentos e vou continuar a não fazê-lo.

Tudo o que eu queria era o perdão por um erro inconsciente, lembrando que todos, enquanto seres humanos, os comete-mos. Alguns deixam marcas (como o meu), outros não.

Se vou voltar a ter uma nova guerra? Não importa. Pelo menos já disse o que queria. Não disse explicitamente? Quem nesta história está metido, saberá do que falo. Pelo menos agora vou ficar tranquilo e sem este peso.

Aproveito apenas para dizer a alguém que...o sorriso, não morreu, mas não é o mesmo. Quando se sente a falta de alguém, nunca pode ser o mesmo. E, mesmo sendo só amizade, posso dizer que sinto falta desse alguém. Baie geluk (é só traduzir...é africano).

Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Desilusão Pessoal na Música

Agora, quase a terminar 2010 chego a algumas conclusões:

- à 3 anos atrás não rimava um caralho...então imaginem à 6 que foi quando gravei o meu primeiro som...
- O ano passado, em Fevereiro ou Março (whatever), lancei um EP...foram feitos cerca de 56 downloads...já mostrava um melhor flow e uma melhor escrita, mas não me saciava...
- Este ano, fui a palco por 2 vezes, uma delas em Abrantes e como Vooduo, gravei 12 sons, lancei 6. Desses 6, um foi para Vooduo e outro foi com o Nemesis. Dos quatro que sobram apenas 3 estão no Myspace. Dos outros 6 que estão à espera de qualquer coisa ou que foram deitados fora, um deles foi publicado, mas devido à falta de qualidade auditiva (não gostei da masterização final, porque o noise reduction fez-me comer palavras), tirei-o.
- Produzi metade do que produziria num ano mais ou menos, tal como quando gravei uma maquete de nome Diálogos de Vulto em que todas as semanas saía, pelo menos, um instrumental e meio. Ou seja, não fiz mais do que sensivelmente 30 instrumentais (o que equivale a um mês como Novembro).

Resumindo e concluindo...a 1 mês de acabar 2010, sinto-me melhor a nível escrito, sinto-me mais perfeccionista a nível de instrumentais e letras, tenho ideias BRUTAIS (vá...), para novos sons e...não faço nada. Sinto-me desiludido comigo próprio...

Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Diálogos de Vulto

Ela diz:
*ela disse me que eu vou mudar o meu pensamento todinho
*quando é todo é mesmo todo
#10 Morfeu Let the poets play.. diz:
*e vais
*e se já me agrada a maneira como tu és
*de certeza q vou ficar "parvo" qd te vir de uma maneira igual a ti própria e ao mesmo tempo tão diferente
*sabes, a vida dá muitas voltas
Ela diz:
*tb quero ficar parva comigo mesma
*pois da
*e eu ja levo aqui uma boa chapada
#10 Morfeu Let the poets play.. diz:
*a vida é feita de chapadas
*mas às vezes, um abraço é melhor que palavras
*e eu preferia dar-te um abraço do q tentar dizer-te o q não qero q faças
*de certeza q te ía transmitir muito mais do q um "estou aqui"
Ela diz:
*exacto sei bem o q queres dizer
*o passado é historia o futuro é mistério e é uma dadiva
#10 Morfeu Let the poets play.. diz:
*carpe diem
Ela diz:
*vou tentar
#10 Morfeu Let the poets play.. diz:
*não tentes
*tu consegues :)
*eu tenho essa confiança

Isto, meus amigos, são Diálogos de Vulto. Levantar a cabeça bem alto e seguir em frente com força de vontade...

Já eu, resumo-me a isto:


E a isto (que já é velhinho e nada tem a ver com a rapariga de cima):

[1ª Parte]
Desligado deste mundo penso enquanto recarrego baterias
Processo as minhas ídeias metendo sentidos em sintonia
Com tudo aquilo que sinto, não faz sentido ser assim
Serei mesmo um animal mecânico ou detentor de uma vida com fim

Não sei ao certo, mas sei de certeza que ela mexe comigo
Ela criou-me, mostrou-me o mundo e que o amor existe
Só que ela não me explica como consigo eu amá-la
Como conseguem os meus olhos mecânicos verter estas águas...

São as lágrimas de um robô ou de algum tipo de vida?
A única saída que tenho é desligar-me desta ficha
Eu não quero perdê-la, mas sei que não dá certo entre nós
Só fui feito para servir humanos e tenho medo de ficar só

Junto a ela não tenho esse medo, tenho um sonho impossível
Ser feliz, fazê-la feliz e mostrar-lhe o mundo do íncrivel
Uma espécie de Romeu e Julieta numa história incerta
Porque por baixo desta carne só existe uma máquina cinzenta

[Refrão]
E não é certo, eu roubar-lhe a vida
E não acredito em magia porque é tudo mentira
Somos diferentes e nada vai mudar esta história
E só posso guardar estes sonhos na minha memória

Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Porque uma nova fase vai começar...

Hoje fico-me por esta música que diz muito...em apenas alguns minutos. Abaixo fica a letra...


Its been a long and lonely trip but I’m glad I took it cause it was well worth it. Got to read a couple books and do some research before I reached my verdict. Never thought that I was perfect.
Always thought that I had a purpose. And I use to wonder if I’d live to see my first kiss. The most difficult thing that I did was recite my own words at a service. Realizing the person I was addressing probably wasn’t looking down from heaven or cooking up something in hell’s kitchen, trying to listen in or ease drop from some other dimension. It was self serving just like this is.
Conveniently religious on Easter Sunday and on Christmas.
The television went from being a babysitter to a mistress.
Technology made it easy for us to stay in touch while keeping a distance, till we just stay distant and never touch. Now all we do is text too much.
I don’t remember much from my youth. Maybe my memories repressed or I just spend too much time wondering if I’ll ever live to have sex.
Fell in love for the first time in 4th grade but I didn’t have the courage to talk to her.
In 8th grade, I wrote the note and slipped it in somebody else’s locker. Considered killing myself cause of that, it was a big deal, it was a blown cover, it was over for me, my goose was cooked, stick a fork in me, the jig is up, what were my chances? The rest is history. Our future is torn to sunder. It became abundantly clear; I was only brought here to suffer.
at least I didn’t include my name. Thankfully I wrote the whole note in code and it had 10 layers of scotch tape. Safety seal, making it impossible to open
Plus, it was set to self destruct. Whoever read it probably died laughing. I wonder if they lived long enough to realize what happened.
a year later, I came to understand that wasn’t love that I was feeling for her. I had someone else to obsess over. I was older. I was very mature. I forged my time signature while practicing my parents autograph because I was failing math. Disconnected the phone when I thought the teacher would call my home.
Check the mail box twice a day. The end of a long dirt road steamed open a couple envelopes like I was in private detective mode.
If you snoop around long enough for something in particular, you’re guaranteed to find it for better or worse. That’s how I learned it’s best to keep some things private


3X It was the best of times it was the end of times

The best of times. The end of times.
I was always on deck. I was next in line. An only child with a pen and pad, writing a list of things I could never have. Walls in my house were paper thin. The squabbles seemed to get defying. My memories serve me correctly, I made it a point to avoid and forget some things. Probably to keep from being embarrassed. Never meant to upset or give grief to my parents. Kept my secrets hide. My talents in my head. Never run to the mattress. There again couldn’t break me. Never learn a word that could ensure safety. So, I spoke softly then I tip toed off into the door to my room, was like a big old coffin the way that it creaked when I closed it shut. Anxieties peaked when it opened up. As if everything that I was thinking would be exposed. I still sleep fully clothed.

It was the best of times.
It was beautiful
It was brutal
It was cruel
It was business as usual
Heaven
It was hell
Use to wonder if I’d live to see 12.
When I did, I figured that I was immortal. Loved to dance but couldn’t make it to the formal. Couldn’t bare watching my imaginary girlfriend bust a move with any other dudes. Till love was talking about some wild thing but I was still caught up with some child things. Scared of a god who couldn’t spare the rod. It was clearly a brimstone and fire thing. Pyromaniac, kleptomaniac, couldn’t explain my desire to steal that fire. Now I add it to my rider like please don’t, please don’t throw me in that patch of fire.

It was the best of times it was the end of times.

The school councilor was clueless cause I never skipped classes. Perfect attendance, imperfect accent. Speech impediment that could never really fix and I faked that so I could wear glasses. Considered doing something that would cripple me.
Wanted a wheelchair
Wanted the sympathy
Wanted straight teeth
Then came braces, four years of head gear helped me change faces.

It was the best of times it was the end of times

Now I wonder if I’ll live to see marriage. Wonder if I’ll live long enough to have kids. Wonder if I’ll live to see my kids have kids if I do I’m gonna tell em how it is. But don’t listen when they tell you that these are your best years. Don’t let anyone protect your ears. It’s best to hear what they don’t want you to hear. Better to have pressure from peer then to not have peers. Beer won’t give you chest hair. Spicy food won’t make it curl. When you think you got it all figured out, then everything collapses. Trust me kids. it’s not the end of the world.

Sábado, 25 de Setembro de 2010

Fora de portas...

É a primeira vez que escrevo fora de portas. Não me parece que seja estranho, mas sim apropriado ao facto de, apesar de ventoso, estar um final de tarde que mostra algumas coisas que me vão na cabeça.

Não, não são coisas bonitas, mas também o são. Contraditório? Um pouco...e confuso também.

Ao fim de muito tempo parece que ganhei a motivação que andava à procura nas áreas de meu interesse...na música e no futebol, principalmente neste último onde os elogios começam a ser cada vez mais frequentes. Não que mudem a minha forma de pensar/jogar, mas porque é sempre bom ouvir palavras motivadoras, de apoio, de quem acredita no meu valor. E são essas boas emoções que transporto para fora do futebol.

Hoje, sinto que dei um passo importante para atingir uma meta minha...ser cada dia melhor. Com muito esforço, é um facto, mas vendo o lado positivo de tudo isto...a brincar. Sim, a brincar, a divertir-me. Descobrir novamente a paixão pelas coisas boas deixa-me um sorriso de orelha a orelha como tinha quando comecei a jogar futebol aos 5 anos. E assim me vou manter esperando que, finalmente, ninguém mais me "corte as asas".

Porque eu mereço e porque eu o desejo a todos os meus amigos e inimigos. Afinal de contas, a vida não foi feita para passar de braços cruzados ou de cabeça baixa. Hoje, sinto-me bem. E o melhor disto tudo...sabe bem.

Para terminar, e não menos importante, parabéns Mãe! Hoje mais um ano. Amanhã mais um dia. Independentemente de eu ser frio ou não, cada dia é um dia e cada dia é mais importante contigo do que sem ti. Só espero que o Pai não tenha cíumes, mas o sentimento é o mesmo para os dois.


"Não tenha medo de tentar, nem se culpe quando fizer algo que não dê certo."
Luiz Gasparetto



Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Coisas a mais...

E este é o post nº10 (só para assinalar tal facto como quem diz: "o meu número preferido é o 10").

Por norma (e aqui já é o que hoje quero expressar), diz-se que "as mentiras mais cruéis são, geralmente, pronunciadas no silêncio". No mesmo silêncio se escondem as verdades que mais magoam quem as precisa de ouvir. O problema é quando alguém como eu sente necessidade de contar as coisas e simplesmente não as poder fazer.

Já alguma vez sentiram aquela necessidade de dizer a alguém algo que sabem, mas sabendo que ao fazerem-no estão a colocar-se em risco? Pois eu estou assim nesse momento.

Sim, eu sei que é estúpido agir desta maneira, mas não há outra hipótese. Por isso é que os gritos mais dolorosos são os que pronuncio em silêncio. Talvez pelo olhar a(s) pessoa(s) em causa possa(m) perceber algo. Não sei, não estou na mente dela(s).

Não me afecta directamente, o que torna tudo ainda mais estúpido. De facto, a única ligação entre mim e tais verdades são o facto de apenas uma minoria saber. E dentro dessa minoria, ninguém vai falar. Nem eu próprio que, numa hipotética tentativa de bom samaritano, o faria. Para além dos motivos acima indicados, porque existe sempre uma segunda interpretação, de tentar ganhar algo com isso, mesmo que só tenha a perder.

São estas pequenas coisas a mais que me tornam o "abraço" das pessoas. Mas são estas mesmas coisas a mais que me vão destruindo por dentro.

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