Hoje, dia 26 de Dezembro, vou dizer algo que já devia ter dito à muito tempo atrás.
Estava eu no Hi5, essa rede social que aos poucos vai "morrendo" graças a outra rede social mais simples, mas...melhor; o Facebbok. Bem, voltando à narração em si. Estava eu no Hi5 a ler uns comentários entre a minha pessoa e uma outra até que parei num comentário. Esse comentário foi dos textos mais brutais que alguma vez li sobre a minha pessoa. É certo e sabido, que palavras, leva-as o vento, mas aquelas palavras eram diferentes. Aquilo que alguns fazem por mostrar todos os dias enquanto meus amigos, aquela outra pessoa descreveu exactamente aquilo que eu lhe dava e a maneira como me via. Tendo em conta a idade, podia-se esperar algo dentro daquele género, mas nunca tão "perfeito". Essas palavras, foram respondidas, em parte, com a minha frieza, mas carregadas de emoções. Sim, eu expressei-as. Talvez mal, talvez como sempre, mas fi-lo. Afinal de contas, a outra pessoa merecia-o.
Depois disso, muitos dias passaram, ou como também gosto de dizer, muitas luas passaram; consequentemente, muita coisa aconteceu. O pior estava para vir.
Podia ter aproveitado certos erros de outra pessoa para ganhar crédito junto de outras, mas não o fiz. Não faz parte do meu feitio falar sem ouvir as duas partes, muito menos de arranjar confusões quando alguém se revela tão falso ao ponto de dizer que estava farto de aturar certa pessoa, mas sempre que a vê é uma festa e são os melhores amigos do mundo. Porém, dias mais tarde, enquanto estava no café tranquilamente na conversa, inconscientemente falei de coisas que não devia para quem não devia, mas de uma coisa tenho a certeza. Não falei com certezas, falei com dúvidas. Falei e errei. Após tomar consciência do que tinha feito, ainda tentei impedir o pior pedindo para que aquela conversa morresse ali e que ninguém contasse nada, inclusive, que se esquecesse que aquilo foi dito. Antes tivesse ficado calado.
Errei, afirmo-o de peito aberto, e humildemente peço desculpas às pessoas envolvidas. Esse erro custou-me uma amizade que hoje só posso recordar. Esse erro mostrou-me, também, em quem não posso confiar. Perdi e aprendi.
Questiono-me. O que aconteceria se eu contasse o que me contaram? Se eu tivesse feito jogo duplo, agido contra a minha maneira de ser só para desmascarar uma única pessoa, sabendo que poderia vir a ter meio-mundo atrás de mim? Sim, porque há pessoas com as costas quentes, ao contrário de mim. Pessoas sem escrúpulos que fazem tudo só para parecerem importantes.
Eu quero ser importante, mas, como lia no comentário que originou este texto, por ter um sorriso na cara mesmo quando estou mal, por ser alguém que está sempre perto dos amigos nos bons e maus momentos, por ser alguém que luta contra tudo só para que os outros tenham um sorriso na cara, por alguém em quem se pode confiar, por alguém que dá conselhos a troco de nada, por alguém que abre os olhos aos outros só para o bem deles. Não quero ser importante na vida de A só porque falei mal de B. Eu não sou assim. Não sou cínico a esse ponto. Não sou cínico ao ponto de desprezar aqueles de quem gosto. Isso sim, é ser cínico. Mentiroso? Nunca menti em relação a sentimentos e vou continuar a não fazê-lo.
Tudo o que eu queria era o perdão por um erro inconsciente, lembrando que todos, enquanto seres humanos, os comete-mos. Alguns deixam marcas (como o meu), outros não.
Se vou voltar a ter uma nova guerra? Não importa. Pelo menos já disse o que queria. Não disse explicitamente? Quem nesta história está metido, saberá do que falo. Pelo menos agora vou ficar tranquilo e sem este peso.
Aproveito apenas para dizer a alguém que...o sorriso, não morreu, mas não é o mesmo. Quando se sente a falta de alguém, nunca pode ser o mesmo. E, mesmo sendo só amizade, posso dizer que sinto falta desse alguém. Baie geluk (é só traduzir...é africano).